
"(...) Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar." (Caio Fernando de Abreu)

“Eu sou complicada demais para as pessoas me entenderem. Preciso de ajuda, mas não consigo admitir. Amo certas pessoas, mas não consigo demonstrar. Sinto saudades de tempos que eu sei que nunca mais irão voltar. Finjo que nada me afeta, mas só eu sei quanta dor eu carrego em meu coração. Às vezes eu só preciso de um ombro amigo, mas não consigo dar o braço a torcer. É, quem sabe um dia cansarei de ser assim tão indecifrável, e possuir tantos enigmas. Quem sabe um dia, eu canse de ser forte, e tentar sorrir o tempo todo. Uma hora, a gente desaba, fraqueja e esquece de que ser forte é uma necessidade. Uma hora, nós cansamos de fingir que está tudo bem, e admitimos o quão frágil somos.” (Leandro LX.)
“Eu sou complicado demais para as pessoas me entenderem. Preciso de ajuda, mas não consigo admitir. Amo certas pessoas,...